A introdução da mulher no mercado de trabalho, principalmente na década de 1970, representou uma forte mudança no papel da figura feminina na sociedade. Ela deixa de ser somente dona de casa e passa a assumir grandes responsabilidades. Sim, podemos dizer que as mulheres estão dominando o mercado de trabalho!
Mais especificamente em relação aos profissionais de saúde, o número de mulheres no mercado são bastante significativos. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), divulgado no ano passado mostrou que quase 40% dos profissionais de medicina são mulheres um aumento de quase 5% em dez anos. Uma outra pesquisa que analisou a distribuição por sexo e idade revelou que entre médicos com até 35 anos, 50% são mulheres.
As mulheres foram proibidas de frequentar as faculdades de medicina até 1879, mas hoje em dia já representamos mais de 40% dos aprovados nas maiores faculdades de medicina de SP como USP, UNIFESP e Santa Casa.
Um depoimento da socióloga Maria Helena Machado, diretora do Departamento de Gestão do Trabalho e Regulação em Saúde do Ministério da Saúde, retirado do Jornal da Associação Medica (confira reportagem aqui) explica o porque da ascensão da mulher neste ramo: “São áreas que envolvem a questão do cuidar e aconselhar, muito semelhante às encontradas em uma estrutura familiar” coisa que, cá entre nós, por uma questão de instinto ou cultural, ainda sabemos fazer muito bem – mesmo com todas as inúmeras funções que delegamos inclusive importantes cargos no trabalho.
Veja na tabela abaixo, dados que ilustram o processo de feminilização no setor de saúde – que se alterou de maneira significativa em apenas dez anos:
Embora as mulheres estejam completamente inseridas no mercado de trabalho deste setor, elas ainda têm salários bem inferiores ao dos homens. Talvez por uma questão cultural – que não tem porque ser mantida – ou mesmo por optarem por jornadas menores de trabalho. Mas, com o aumento das mulheres nas faculdades de medicina, esta é uma situação que deve se equilibrar. Pelo menos é o que esperamos!
Na mídia, no entanto, não vejo um sexismo gritante em relação à área de saúde. Mas ainda observo uma certa preferência em optar pelo sexo do profissional dependendo de sua especialidade. Cirurgiões em sua grande maioria são ilustrados em matérias por homens, enquanto profissionais da área de estética, nutrição e psicologia são mulheres. Mas esta é apenas uma observação não baseada em dados concretos. Acredito que com o tempo essa “divisão” de sexo por especialidade vá diminuindo. Por mais que exista áreas dentro do setor de saúde em que mulheres tenham maior aptidão assim como àquelas em que homens se dão melhor, não deve existir um preconceito em relação à isso. Até porque já está mais que provado que podemos fazer tudo que eles fazem… e de salto alto!



